O marketing jurídico evoluiu e, em 2025, os escritórios de advocacia precisam ir além das tradicionais postagens em redes sociais e artigos. O conteúdo assume diversas formas, como textos, áudios, imagens, vídeos e documentos institucionais, sendo o coração da estratégia de comunicação e relacionamento.
Pensar estrategicamente sobre os formatos e canais utilizados é essencial para atrair atenção, engajar o público e gerar conversões. Os formatos mais comuns para a produção de conteúdo incluem:
- Textos: artigos, posts, e-mails, mensagens no WhatsApp.
- Áudio: podcasts e áudios em redes sociais.
- Imagens: infográficos, fotos, carrosséis.
- Vídeos: tutoriais, entrevistas, vídeos curtos verticais para Reels, Shorts e LinkedIn.
- Materiais ricos: e-books, apresentações institucionais e comerciais, templates.
O diferencial está na capacidade de adaptar um mesmo conteúdo para diferentes formatos e plataformas, garantindo maior alcance e impacto.
A força do vídeo vertical em 2025
Entre os formatos, o vídeo vertical curto (2 a 3 minutos) se destaca como uma tendência consolidada. Favorecido pelos algoritmos, ele fortalece a conexão com o público e deve ser utilizado no YouTube Shorts, Instagram Reels e, acredite, também no LinkedIn. Para obter melhores resultados, os escritórios devem priorizar gravações feitas por seus membros, evitando apenas textos na tela ou imagens genéricas.
Sugestões de conteúdos que geram resultados incluem:
- Comentários sobre notícias relevantes do setor.
- Respostas a dúvidas frequentes de clientes.
- Análise de julgados importantes.
- Temas que refletem as dores e necessidades da audiência.
Mais do que qualidade técnica, o foco deve estar na relevância do conteúdo e na consistência da produção. A autenticidade é mais valorizada que tudo, reduzindo a necessidade de equipamentos e/ou estúdios profissionais.
Artigos e SEO: Atração de público qualificado
Apesar do crescimento dos vídeos, artigos continuam sendo uma estratégia eficaz para alcançar públicos qualificados via Google. Para otimizar a indexação, o ideal é produzir textos entre 1.500 e 2.500 palavras, com entretítulos e parágrafos curtos.
Esses artigos devem abordar temas de interesse, como reformas legais ou questões específicas do setor, além de ter palavras-chave bem definidas para aumentar a visibilidade nos motores de busca.
O crescimento do E-mail Marketing
E-mails e newsletters estão ganhando relevância como forma de comunicação direta e segmentada. A separação do mailing por setor ou área do direito melhora as taxas de engajamento e os resultados da estratégia.
Revisão de apresentações institucionais e propostas de honorários
As apresentações institucionais dos escritórios devem ir além do design moderno, sendo estruturadas como storytelling para envolver e atrair potenciais clientes. É recomendável que sejam visuais, objetivas e instiguem o leitor a buscar mais informações.
Da mesma forma, a proposta de honorários deve ser mais estratégica e persuasiva. Incorporar estatísticas, notícias relevantes e jurisprudências ajuda a demonstrar a importância do serviço e tornar a decisão do cliente mais segura.
Para aumentar a conversão, existem dicas como:
- Reduzir dúvidas sobre prazos, processo e necessidades técnicas.
- Incorporar garantias para maior segurança do cliente.
- Oferecer bônus estratégicos sem comprometer a percepção de valor.
O poder dos cases e e-books
A criação de um “book de cases” é essencial para demonstrar a experiência do escritório. Ele pode incluir:
- Casos concretos: clientes atendidos e resultados obtidos.
- Casos práticos: desafios e soluções sem expor nomes, gerando autoridade.
Os e-books também têm um papel estratégico. Quando bem elaborados e aprofundados, diferenciam-se de materiais genéricos e podem ser usados para captação de leads ou fortalecimento de relações com clientes.
Eventos: Engajamento e autoridade
Os eventos são outra ferramenta essencial na estratégia de marketing jurídico, pois garantem um nível de atenção que dificilmente é alcançado em redes sociais ou qualquer outro canal. Para aumentar o impacto dos seus eventos, sugerimos:
- Palestras que devem focar na relevância do tema para a audiência.
- Evitar excesso de informações técnicas e acadêmicas.
- Oferecer um “leave behind”, ou seja, materiais complementares com acesso via QR Code para reforçar o aprendizado do tema do evento.
Por fim, o conteúdo segue como o principal ativo do marketing jurídico e, em 2025, a estratégia precisa ser mais diversificada e adaptável aos novos formatos e canais. A autenticidade, a relevância e a consistência serão os grandes diferenciais para escritórios que desejam fortalecer sua autoridade e conexão com o público. Ajustar a comunicação para um mundo digitalizado é o caminho para garantir um marketing jurídico eficiente e de alto impacto.
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